Por R. Fontes- Especial para "A página Perdida"
A pequena luz que decidimos manter acesa quando tudo em volta escurece. Um convite à pausa e ao cuidado neste Natal.
O Natal costuma chegar cercado de ruído. Luzes em excesso, mensagens repetidas, promessas rápidas de alegria. Mas há outra forma de atravessar esta data — mais silenciosa, mais fiel ao que realmente importa.
Em meio a um mundo que vigia, cobra e acelera, o Natal ainda oferece algo raro: a possibilidade de pausa. Não a pausa da fuga, mas a pausa da vigília consciente. Aquela em que alguém permanece acordado não por medo, mas por cuidado.
Talvez a esperança não esteja nos grandes gestos nem nas certezas reconfortantes. Talvez ela resida justamente na pequena luz que alguém decide manter acesa quando tudo em volta escurece. Um gesto simples. Um olhar atento. Uma presença que não abandona.
Neste ano, entre sombras persistentes e silêncios carregados, que o Natal seja isso:
não a negação do medo, mas a prova de que ele não venceu.
Que você encontre descanso onde for possível.
Que a vigília não seja solidão.
E que, mesmo na escuridão, haja sempre alguém — talvez você — disposto a permanecer.
Feliz Natal.
Com calma.
Com cuidado.
E com luz suficiente para continuar.
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histórias sobre o que observa, o que permanece e o que insiste em não desaparecer no escuro.


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